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Publicitária,Designer e Terapêuta Holística. Email:anaflowers70@hotmail.com

3 de maio de 2010

O medo de dizer não

Já parou para pensar em quantas vezes abriu mão do seu tempo,conforto,dinheiro para ajudar alguém,so porque tem medo, ou não consegue dizer a palavrinha mágica NÃO ? Jantar com aquela pessoa que só fala em desgraça, mas está carente. Comprar uma blusa que jamais vai usar só porque o vendedor foi insistente. Sair com aquele cara nada haver,que vc sabe que não vai levar a nada,só porque vc ta carente,e não quer ficar o sábado em casa,assitindo Zorra Total.Sair com aquele bando de gente fútil,que so fala de marca e viagens sem conteúdo, so pra dizer que estiveram no exterior,urghh (ninguém merece).
Sinta-se autorizado a dispensar a carteirinha do clube das pessoas com dificuldade de dizer não.Claro,que não estou dizendo que o melhor é olhar só para o próprio umbigo e deixar que os outros se virem. Apenas precisamos saber o quanto é fundamental balancear esta equação: ser cooperativa sem se prejudicar.
Segue abaixo algumas dicas que li, e achei bem interessante.Vamos as dicas:
A raiz do problema
Ok, não é tão simples dizer essa palavrinha mágica que fecha portas a pessoas queridas. Até mesmo por uma questão cultural. Quantas de nós cresceram acreditando que ser dócil e prestativa é o caminho mais curto para conquistar o amor dos outros? “Mesmo as mulheres adultas e independentes ainda temem que um não seja interpretado como falta de preocupação e cuidado — e nenhuma quer ser vista dessa forma”, argumenta a psicóloga Yvonne Thomas, especialista em qualidade de vida. Então, um jeito de começar a lidar de forma mais saudável com a questão é se perguntando de onde vem essa necessidade de corresponder às expectativas alheias 100% do tempo, de não querer (nem poder!) arranhar sua imagem de boazinha...
Um jeito bom de ajudar os outros
Outro ponto a considerar é que, quando você hesita em dizer não, todos saem perdendo, inclusive quem está ao redor. Imagine, por exemplo, que concorde em ajudar de novo sua colega de trabalho a montar a apresentação de um projeto. Para isso, atrasa uma tarefa sua. Além de precisar fazer hora extra ou se queimar com o chefe, ainda vai sustentar a dependência da pessoa: em vez de aprender, ela tomará sempre o caminho mais fácil, que é recorrer a quem já sabe. “E você dá a entender que as suas prioridades não têm valor nenhum”, Muitas pessoas aceitam tudo com facilidade.Aconteceu com a publicitária Ana Carolina Kushnir, 27 anos.Os constantes pedidos de carona, dinheiro, atenção foram me incomodando a tal ponto que um dia explodi. Acabei dizendo que não seria mais capacho. Para evitar uma reação radical, melhor ser objetiva. Tente dizer o necessário de um jeito educado: Sinto muito, mas desta vez não poderei ajudar, aconselha a psicóloga Lígia Gebrim. E quando explicar os motivos, siga três regras: seja sincera, evite dar detalhes e não peça desculpa várias vezes.
O peso aumenta a cada dia
Ceder sempre, além de tudo, é como uma bola de neve. Em pouco tempo, os mais acomodados parecem querer que você os leve nas costas! “E a dificuldade de recusar pequenos favores poderá evoluir para aspectos mais importantes”, alerta Lígia. A estudante Julia Pantaroto, 21 anos, que o diga. “Tentei várias vezes terminar com um namorado infantil, mas ele vivia fazendo jogo emocional. Acabei esticando por mais seis meses e, claro, fazendo-o sofrer também.” A Senhorita Sim passou por outras dificuldades desse tipo. “Com minhas amigas, agia igualzinho. Por medo de parecer desanimada, ia a baladas mesmo sem estar com vontade — e virava a noite emburrada, estragando o meu programa (e o delas).” Meses de terapia colocaram um ponto final nesse martírio. “Amadureci e percebi que um não sincero é melhor que um sim forçado.” Para tornar a prática mais fácil, os especialistas sugerem a tática da recusa preventiva: quando perceber que alguém vai pedir um favor que não pode atender, antecipe-se com algum comentário sinalizador. Por exemplo, sua sogra lança que tem um milhão de coisas para fazer antes de se mudar? Responda: “Eu imagino; essas coisas dão sempre uma enorme dor de cabeça. Se eu não estivesse tão atarefada, ofereceria ajuda (rsrs).
Negociar é a saída
Claro, na hora H é preciso ter o maior tato. Para cada situação, existe uma estratégia específica. Ao rejeitar um pedido do chefe, por exemplo, não é adequado simplesmente recusar, e sim negociar. A consultora de carreira Nicole Williams, sugere dizer algo do tipo “Estou empolgada com o projeto, mas talvez não faça um bom trabalho porque tenho várias tarefas para cumprir no momento. Pode me ajudar a escolher uma prioridade?” Verdade que, mesmo tomando todos os cuidados possíveis, uma recusa pode, sim, gerar uma resposta atravessada. “E é preciso que você esteja preparada”, pondera a psicóloga Lígia. Afinal, o preço que se paga por querer ser a boa alma do pedaço muitas vezes é alto. Portanto, pense que o resultado imediato pode ser desagradável, mas a longo prazo será libertador e justo.
A química do sim
Essa dificuldade em negar tem explicação científica, sabia? Estudo recente feito com universitários americanos comprovou que, quando eles cooperavam com os colegas na sala de aula, o centro de recompensas do cérebro era ativado. Essa região é a mesma que entra em funcionamento quando você come chocolate, por exemplo, causando aquela gostosa sensação de prazer.
O que nos resta é viver e ser feliz, dizendo sim a nós mesmos e nunca nos contrariarmos.
Viva e seja feliz!!!

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